terça-feira, 27 de dezembro de 2011

REFLETINDO SOBRE AS ÁGUAS DAS IMAGENS - A Bela e a Fera


Algumas considerações sobre o processo

de criação do livro de imagens A Bela e a Fera.

Após algum tempo sem postagens, retorno ao blog com a edição de algumas artes do A Bela e a Fera. Livro de imagens que publiquei pela FTD em 1994. Obtive com este livro o Prêmio Jabuti de ilustração em 1995 e o Prêmio Luis Jardim – FNLIJ – Melhor livro sem texto, também em 1995. Ele tem sido tema de dissertações de mestrado, bem como de estudos acadêmicos sobre imagem e contos de fadas.


Nota: As ilustrações aqui expostas foram capturadas diretamente da arte original.




Capa do livro.

Sempre tive, desde criança, um grande fascínio pela história da Bela e a Fera. Mesmo sem entender, na época, a extensão de todos os seus significados — sem dúvida alguma, um dos mais simbólicos e eternos contos de fadas. A profunda compreensão das relações amorosas e dos mitos da iniciação o faz certamente a mais bela, audaz, misteriosa, a mais complexa e apaixonada história de amor jamais escrita. Este relicário, esta joia da paixão e da devoção, que vem encantando gerações ao longo dos tempos, diz apenas o seguinte: amar é absolutamente necessário e vital.

Estudo para a capa.

Estudo para a capa.

Era um grande desafio narrar, unicamente por imagens, um conto de fadas tão tradicional. Também, era o meu primeiro livro essencialmente autoral. Durante muitos anos, eu ilustrara diferentes escritores, o que me foi um extenso e necessário aprendizado. Portando, eu não estava me inventando autor. Tampouco, eliminando ou queimando etapas, fato tão comum em nossos dias.


Estudo para a guarda.

Guarda do livro.

Estudo para o frontispício.

2 - Projeto solo.

Quando cheguei a este projeto, eu já havia ilustrado quase 70 livros, apesar de sempre ter me considerado um autor ao ilustrar os escritores. Infelizmente, esta qualificação é sempre apensada aos escritores. Foge, todavia, ao espaço destas reflexões, a análise de tão importante questão. Na verdade, o que é um autor?

Creio que o motivo que deve levar um ilustrador a pretender e empreender seus próprios projetos é a sua maturidade, e necessidade de auto expressão. Não é competir com os escritores, ou ganhar sozinho os 10% do preço de capa. Os escritores não são competidores ou algozes dos ilustradores. Esta consciência evitaria a proliferação, a massificação de projetos autorais de ilustradores absolutamente prematuros, sem nenhuma consistência técnica e artística.


Frontispício


3- Versão original e referências.

Pesquisei àquela época, 1992 e 1993, todas as versões que pude encontrar, a partir da versão original de Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, baseada em um texto anterior de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, mais conhecida como Madame Villeneuve. Esta versão publicada em 1757 na Le Magazin des Enfants imortalizou este conto. Justamente foi esta versão que tomei como referência para transcrevê-la unicamente por imagens.

Outra leitura deste conto de fadas que muito me impressionou, desde a primeira vez que a vi, foi o filme A Bela e a Fera (La Belle et la Bête) de Jean Cocteau, de 1945. Os figurinos — principalmente a máscara da Fera — desenhados por Christian Bérard, além das luzes e sombras luminosas criadas por Henri Alekan, tudo isso me encantou no filme.

A Bela e a Fera (La Belle et la Bête) - Jean Cocteau - 1945.

As soluções por meio de imagens, plenas de enredo e simbolismo, como, por exemplo, os candelabros e as cariátides vivas usadas pelo diretor. Este conjunto de elementos cênicos que Cocteau utiliza nos remete ao limite tênue entre o real e o fantástico. Justamente, era o que eu pretendia fazer no livro.


Talvez, anos mais tarde, no livro Chapeuzinho Vermelho e outros contos por Imagem — Cia das Letrinhas, 2002 —, eu tenha conseguido realizar melhor esta questão eterna, ou seja, a imagem do real e do imaginário, ao mesmo tempo.

A grande dificuldade que tenho no filme, e nas versões teatrais a que assisti da Bela e a Fera foi o momento final da transformação da Fera em príncipe. Apesar de no filme o ator Jean Marais ter realmente o phisique de rôle de um príncipe, há um certo desencanto nesta passagem.

Afora esta dificuldade que citei, eu não tenho dúvidas de que esta película me influenciou mais na conceituação do livro do que qualquer imagem criada por ilustrador, ou versão escrita da obra.


Estudo para a ilustração da página 8.


Estudo para a ilustração da página 9.


Traço final

Traço final

4- A transformação e o encanto do impossível.

Realmente nesta passagem de Fera para príncipe, sempre percebi uma certa frustração do público, principalmente em uma versão teatral a que assisti em São Paulo. As crianças estavam fascinadas com a Fera, e realmente se decepcionaram quando ela se transforma em príncipe. A Fera é uma transgressão. A relação entre os dois personagens é mais insólita e misteriosa enquanto Fera e Bela. No filme O Crepúsculo dirigido por Catherine Hardwike (2008), caso o personagem Edward Cullen se transformasse em humano e mortal, sem dúvida, seu amor por Bella Swan perderia o fascínio. O nome da personagem não é uma coincidência com o conto de fadas. Este mesmo dualismo acontece no recente filme A Fera (Beastly) de Daniel Barnz (2011).

Pensando neste impasse, achei inicialmente que não deveria concluir o ciclo. O livro terminaria com a Bela abraçando a Fera. Considerando o fato de que no livro, na leitura visual que fiz do conto, a Fera vai se humanizando aos poucos no correr dos acontecimentos e das páginas.







Quando a Bela o encontra no lago (pág.23), ele, a Fera, já está praticamente humanizado — no rosto, nas pernas e nas mãos. Ele, inclusive, segura o camafeu com um retrato da Bela. A Fera não foi amaldiçoada por ninguém. Ela é um ser em processo de evolução, um árduo trajeto de aprimoramento humano. O que transforma lentamente a Fera, ao longo do livro, é o seu amor pela Bela. A sua metamorfose não se deve a uma frase da Bela, “eu te amo”, e sim a um longo caminho. O importante não é o curso, é o percurso.



Estudos iniciais para a página 10.

Estudos para a página 10.

5- Variantes deste tema: Eu te amo.

Uma outra versão desta frase de três palavras eu utilizei no livro Uma História de Amor sem Palavras — Editora Nova Fronteira, 2009. É também um livro de imagens, e suas artes foram publicadas aqui no blog, em julho de 2010.

Uma História de Amor sem Palavras - Ed. Nova Fronteira - 2009.

Uma História de Amor sem Palavras - Ed. Nova Fronteira - 2009.

Estes meus dois trabalhos são complementares um do outro. Como o vermelho e o verde. O Sol e a Lua. Apesar de 14 anos separarem um do outro. Mesmo assim fico feliz, pois estes dois importantes livros em minha carreira foram comprados pelo PNBE. Portanto, muitas crianças e adultos tiveram e têm acesso a eles.


A Bela e a Fera - Ed. FTD - 1994.

6- Sobre as influências no livro A Bela e a Fera.

Nas muitas edições ilustradas que pude coletar, eu percebi que não havia nenhuma versão unicamente por imagens do conto. O que aumentava mais a minha vontade de realizar o projeto.

A ideia original era constituída de três histórias em livros separados. A Bela e a Fera, que abriria a série; a seguir viria o Chapeuzinho Vermelho e, encerrando a coleção, um conto que também sempre me fascinou, O Barba Azul.

Curiosamente, da mesma forma que A Bela e a Fera, a referência básica para criação da atmosfera sombria das imagens deste livro não surgiu de versões anteriormente ilustradas.


Estudo de mãos - pag. 12.

Estudo pag. 12.

Estudo pag. 13.

Lembro que, ainda estudante em Budapeste, ouvi na rádio húngara, pela primeira vez, a ópera em um ato de Béla Bártók (1881-1945) o Castelo do Príncipe Barba Azul (A kékskakallú herceg vara). Esta ópera me impressionou profundamente. Nesta mesma época, por coincidência ou não, eu vi um espetáculo de bonecos para adultos com a peça de Bartok chamada o Mandarim Maravilhoso (Csadálatos Mandarin). Fiquei encantado pela música deste compositor, que até então eu conhecia muito pouco. Creio que o drama imanente destas duas histórias, aliado à leitura trágica de Bartók, sedimentou a ideia de fazer algo com o conto de Charles Perrault. Um sonho que só foi possível muitos anos mais tarde.


Acho que — nesta versão do Barba Azul que desenhei para a Cia das Letrinhas — as ilustrações da página dupla 54-55, e da página 65, que encerra a história, sejam as que mais representam a atmosfera sombria da música, a exposição das fraquezas humanas, onde tudo é enlaçado pelo desejo de ouro, sangue e poder. Todos estes elementos compõem o sinistro painel humano da ópera, que tem como libretista o dramaturgo e crítico húngaro Béla Balázs (1884-1949).

Chapeuzinho Vermelho e outros contos por imagem - Cia das Letrinhas - 2002.
Prêmio Jabuti de ilustração - 2003 - Prêmio Luis Jardim - FNLIJ - Melhor livro sem texto - 2003.

As artes do livro foram publicadas aqui no blog em maio de 2011.

Chapeuzinho Vermelho e outros contos por imagem - Cia das Letrinhas - 2002.
Prêmio Jabuti de ilustração - 2003 - Prêmio Luis Jardim - FNLIJ - Melhor livro sem texto - 2003.

A Bela e a Fera - Ed. FTD - Estudo para pág. 14.


Estudo de mãos - pág. 16.

Estudo pág. 16.

Estudo pág. 17.

7- O abstrato e o figurativo e o livro de imagens.

Concluindo:

Vejo como muito importante no processo de criação do ilustrador esta aproximação entre música e imagem narrativa. Contar histórias visuais é criar antagonismos e conciliar polaridades.

Acredito que estas influências abstratas da música sejam mais perenes e vigorosas sobre nosso trabalho de ilustrador, do que qualquer identificação ou preferência do artista por algum tipo de imagem. Seria, no sentido inverso, a leitura musical que o compositor russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943), um romântico tardio, fez do quadro do pintor suíço Arnold Böeklin. Estou me referindo à impressionante peça A Ilha dos Mortos que o compositor fez (1909) a partir de uma das 5 versões do tema, criadas pelo pintor. Neste caso, a concreção antecedeu e originou uma abstração, sempre lembrando que não existe na obra uma sequência narrativa. Ela não é um poema sinfônico.

Arnold Böeklin (1827-1901) - A Ilha dos Mortos.



A Bela e a Fera - Ed. FTD - Traço final - pág. 16.

A Bela e a Fera - Ed. FTD - Traço final - pág. 17.


As leituras da música são muito pessoais, até pelo fato de o pintor jamais ter definido claramente o que havia pintado. Deste modo, ficamos apenas com as emanações da peça de Rachmaninoff, a chamada atmosfera, tão importante na arte de ilustrar. Além de ser um elemento básico no livro narrado e descrito apenas por imagens, como é o caso do A Bela e Fera.

Rui de Oliveira – dezembro de 2011


Estudos para pág. 18.


Estudos para pág. 18.

Estudo para pág. 18.

Estudo para pág. 18.

Traço final.



Estudo para pág. 19

Estudo para pág. 19.


Traço final para pág. 19.



Estudo para pág. 20.




Estudo de mãos - pág. 23.


Estudo para pág. 23.

Estudo para pág. 23.

Estudo para pág. 23.


Estudo para pág. 23.


Estudo para pág. 23.


Traço final.




Estudo para pág. 24.


Estudo para pág. 24.


Estudo para pág. 24.


Traço final.




Fim da Postagem da Bela e a Fera - Editora FTD - 1994.

Palavras Chaves:
A Bela e a Fera - Ilustração de livro para crianças - Contos de Fadas - Livro de Imagem - A Bela e a Fera- filme francês de Jean Cocteau - Crepúsculo, o filme - Chapeuzinho Vermelho - O Barba Azul - Charles Perrault - O Castelo do príncipe Barba Azul - Béla Bártók - A Ilha dos Mortos - Arnold Böeklin - Sergei Rachmaninoff.

Key Words:

The Beauty and the Beast -Children Book illustration - Fairy Tales - Book without Text - The Beauty and Beast, french film - Jean Cocteau - Twilight, the film - Little red riding wood - The Bluebeard - Charles Perrault - Prince Bluebeard´s Castle - Béla Bártók - Isle of the dead - Arnold Böeklin - Sergei Rachmaninoff.

FIM.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Retornando à reflexão sobre as águas das imagens - outubro 2011



Infelizmente, nestes meses de agosto e setembro por total falta de tempo foi impossível fazer alguma postagem no meu blog, tampouco no facebook. Em meados de agosto, terminei um livro para editora FTD chamado Três Anjos Mulatos do Brasil, sobre a vida de Mestre Valentim, Aleijadinho e Padre José Maurício Nunes Garcia.

Três Anjos Mulatos do Brasil - Mestre Valentim - Editora FTD - 2011

Foi um árduo e longo trabalho, tanto de pesquisa, quanto de texto e ilustrações. Sem dúvida, ele é no gênero o mais importante trabalho que fiz, até o momento. O livro está sendo impresso, e seu lançamento aqui no Rio está previsto para novembro. Na época, convidarei a todos meus amigos e amigas.

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Logo a seguir, ao término daquele trabalho, comecei a ilustrar para a Editora Nova Fronteira um livro de imagem intitulado Quando Maria Encontrou João em conclusão, neste momento.

Quando Maria encontrou João -Livro de imagem - Editora Nova Fronteira - 2011

Quando Maria encontrou João -Livro de imagem - Editora Nova Fronteira - 2011

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Agora, na segunda quinzena de outubro, começo ilustrar o livro Ágape, do Padre Marcelo Rossi, para a Editora Globo. Será uma publicação de fim de ano destinada às festividades natalinas. Em sequência, complementando três projetos pessoais, ilustro também para a Nova Fronteira dois livros: Amor Plenilunar e O Anjo do Bosque. Portanto, esta é a minha programação de trabalho até março de 2012.

Publico, em primeira mão, aos meus amigos, estas artes e estudos que fiz para estes 4 livros aqui citados.

Ágape - Padre Marcelo Rossi - Editora Globo - Sugestões a crayon para o livro

Amor Plenilunar - estudos a grafite para o livro - Editora Nova Fronteira

Amor Plenilunar - estudos a grafite para o livro - Editora Nova Fronteira

Amor Plenilunar - estudos a grafite para o livro - Editora Nova Fronteira


O Anjo do Bosque - Estudo de estilo para as ilustrações - Editora Nova Fronteira


O Anjo do Bosque - Estudo de estilo para as ilustrações - Editora Nova Fronteira



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Manutenção e divulgação do acervo de trabalhos

O Artista e sua Musa - Desenho sem data.

Gostaria de aproveitar esta oportunidade em que falo de meu trabalho, e sua quantificação, para dizer o seguinte: cada vez mais se torna difícil, praticamente impossível, a organização, catalogação, digitalização, guarda e manutenção de todo este acervo. São centenas e centenas de ilustrações originais, desenhos, traços e croquis, afora muitos cadernos de estudos, os moleskines, além de trabalhos que remontam a um período bem antes de meus estudos acadêmicos na Escola de Belas Artes - UFRJ - e na Hungria, onde estudei durante 6 anos (atual Universidade de Arte e Design Moholy-Nagy, Budapeste).

Resumindo:

Pessoalmente, não tenho condições de tempo, pois trabalho sozinho, bem como meios materiais e financeiros para realizar todo este levantamento, organização e divulgação de acervo. Não estou incluindo, nestas intenções, o meu trabalho em TV (TV Globo e atual TV Brasil) e muito menos a minha atividade em cinema de animação.

Objetivos

A finalidade maior seria disponibilizar digitalmente o acesso a todas estas artes. Uma fonte de referência para pessoas interessadas no estudo da imagem narrativa, estudantes de arte e design, além de bibliotecas e entidades culturais.

Portanto, faço e direciono esta sugestão de catalogação de meu trabalho, principalmente às Universidades, de preferência públicas, Fundações, essencialmente culturais e compromissadas com o livro e com a leitura. Só na hipótese de eu obter o apoio de alguma dessas entidades, eu teria condições de remunerar essa tarefa de organizar, catalogar e digitalizar o acervo.


As Visões da Emília - Centro Cultural Banco do Brasil - 1996

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Bibliografia

Para aqueles que têm um interesse mais detalhado sobre o meu trabalho como ilustrador e designer de livros, segue abaixo uma relação completa de todos os livros que ilustrei. São 127, até o dia de hoje. Este trabalho de pesquisa e levantamento de informações custou um bom tempo. Ele foi destinado à minha candidatura ao Prêmio Hans Christian Andersen, na categoria ilustrador. Tive nesta pesquisa a prestimosa colaboração da FNLIJ. Fiz muitas capas de livros, que na verdade exigiriam uma outra relação, pois muitos livros eu não os ilustrei. Fui unicamente capista.


Bibliografia completa de livros ilustrados até setembro de 2011

1- Quando Maria encontrou João - Rui de Oliveira. Nova Fronteira - 2011 (em fase de ilustração) – 36 p.

2- Três Anjos Mulatos do Brasil - Rui de Oliveira, FTD - 2011.

3- O Herói Imóvel - Rosa Amanda Strausz – Ed. Rovelle - 2011. 32 p.

4- As Aventuras de João Sem-Fim - Rui de Oliveira - Ed. Record - 2010. 24 p.

5- África Eterna - Rui de Oliveira – FTD - 2010.

6- Ponte Ponteio - Leny Werneck - Ed. Record - 2010. 48 p.

7- O Curioso Medo do Homem de Barba - Sonia Rosa - Ed. Prumo - 2010. 32 p.

8- Teatro Infantil Completo - Maria Clara Machado – Ed. Nova Aguilar - 2010. 1.156 p.

9- O Príncipe Triste - Lília Moritz Schwarcz e Rui de Oliveira - DCL - 2009 - 40 p.

10- A Formosa Princesa Magalona e o amor vencedor do cavaleiro Pierre de Provença - Adler Books - 2009. 48 p.

11- Uma História de Amor Sem Palavras – Rui de Oliveira – Nova Fronteira - 2009 - 24 p.

12- Max Emiliano - Rui de Oliveira - Nova Fronteira - 2009 – 24 p.

13- A Sereia e o Caçador de Borboletas - Adriana Lisboa - Ed. Rocco - 2009 - 48 p.

14- A Trágica História do Doutor Fausto e Dido, a Rainha de Cártago - Chistopher Marlowe- Adap. Luiz Antonio Aguiar – Difel – 2009 – 206 p.

15- Pelos Jardins Boboli - Reflexões sobre a arte de ilustrar livros para crianças e jovens - Rui de Oliveira – Ed. Nova Fronteira – 2008 – 176 p.

16- Uma Ilha lá Longe - Cora Rónai – segunda versão – Ed. Record – 2007 – 32 p.

17- O Vento - Rui de Oliveira – DCL – 2007 – 32 p.

18- Magnólia - Luciana Savaget e Rui de Oliveira – DCL – 2006 – 24 p.

19- Cartas Lunares - Rui de Oliveira – Ed. Record - 2005 – 48 p.

20- Pena de Ganso - Nilma Lacerda. DCL, 2005 – 144 p.

21- Três contos da Sabedoria Popular - Rogério Andrade Barbosa – Ed. Scipione – 2005 – 32 p.

22- Língua de Trapos - Adriana Lisboa – Ed. Rocco - 2005

23 - Três Amores - William Shakespeare, Emily Brontë, Marcia Kupstas - Ed. Atual - 2005 - 130 p.

24- Flor sem Nome - Luciana Savaget - José Olympio - 2004. - 16 p.

25- A saga de um rei - Ieda de Oliveira – DCL – 2004 - 119 p.

26- L. E. R. - Márcia Leite e Cristina Bassi – Ed. FTD – 2003 - 288 p.

27- Tapete Mágico - Ana Maria Machado - Ed. Ática - 2003 - 112 p.

28- Chapeuzinho Vermelho e outros contos por imagem - Rui de Oliveira – Companhia das Letrinhas- 2002- 72 p.

29- A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour - Victor Hugo – Ed. Mercuryo – 2002 - 87 p.

30- Meninos, eu conto - Rachel de Queirós, Rubem Braga, Antonio Torres, Leo Cunha, Zélia Gattai, Jorge Amado, Marco Túlio Costa, Malba Tahan, Fernando Sabino – Ed. Record - 2002

31- Um texto puxa o outro - Márcia Leite e Cristina Bassi – FTD – 2002 - 128 p.

32- A lenda do Dia e da Noite - Rui de Oliveira – FTD – 2001 - 32 p.

33- A porta para sair do mundo - Ana Maria Shua – Global – 2001 - 38 p.

34- Meus oito anos - Casemiro de Abreu - Arte Ensaio - 2001.

35- Uirá - Cassiano Ricardo - Arte Ensaio - 2001.

36- Lalande - Flávio Carneiro – Global – 2000 - 80 p.

37- Melusina: dama dos mil prodígios - Ana Maria Machado- Ed. Ática, 2000. 36 p.

38- No olho do Furacão - Lia Neiva - José Olympio - 2000. (Ilustrado e não publicado).

39- O tamanho da felicidade: três histórias em dias de chuva – Angélica Bevilacqua – Ed. Mercuryo, 2000 - 30 p.

40- Tempestade - William Shakespeare – adap. Rui de Oliveira - Companhia das Letrinhas - 2000 - 24 p.

41- Amor índio: a paixão proibida de Conyra e Cuillac - Rui de Oliveira - José Olympio – 1999 - 28 p.

42- O Natal e a lenda do Anambé-Azul - Auxiliadora de Carvalho e Lago – Ed. Paulinas – 1999 - 26 p.

43- A cotovia e outras fábulas - Angela Leite de Souza – Ed. Dimensão – 1999 - 48 p.

44- A Baleia Azul - Maria Lucia Amaral - Ed.José Olympio – 1998 - n. p.

45- O camelo e o camelô - Gloria Kirinus – Ed. Paulinas – 1997 - n. p.

46- A outra enciclopédia canina - Ricardo Azevedo - Companhia das Letrinhas – segunda versão - 1997 - 64 p.

47- A Tarefa - Maria Lucia Martins – Ediouro – 1997 - 96 p.

48- Os três porquinhos pobres – Érico Veríssimo - Ed. Globo – 1997 - 47 p.

49- As aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain – Ed. Ática – 1996 - 326 p.

50- O cachorro amarelo - Rui de Oliveira – Melhoramentos – 1996 - n. p.

51- Os dois gêmeos - Ana Maria Machado – Ed. Ática - 1996.

52- O peixinho azul - Rui de Oliveira – Melhoramentos – 1996 - n. p.

53- O sonho de Curumim - Alzira Chagas Carpigiani – Ed. Paulinas – 1996 - n. p.

54- A menina Amor - Maria Lucia Amaral - Memórias Futuras – 1995- n. p.

55- Encontro com os gnomos - Jucy Neiva - Expressão e Cultura – 1995 - 24 p.

56- Hannukah: a vitória das luzes - Mateus Kacowicz - Ed. Xenon – 1995- (Ilustrado e não publicado).

57- Justino, o retirante - Odette de Barros Mott - Ed. Atual – 1995 - 140 p.

58- A Bela e a Fera - Rui de Oliveira – FTD – 1994 - n. p.

59- Encontra-me em Vila Rica - Paulo Condini – Ed. Santuário – 1994 - 86 p.

60- Um herói fanfarrão e sua mãe bem valente - Ana Maria Machado – Ed. Ática – 1994 - n. p.

61- O touro da língua de ouro - Ana Maria Machado – Ed. Ática – 1994 - n. p.

62- Vamos chegar juntos!- Armando Nogueira – Ed. Xenon – 1994 – pág. 32 p. Viva Jacaré. Cora Rónai – Nova Fronteira. 1983

63- O Coelho Miraflores - Walmir Ayala – Ed. José Olympio - 1993 - 36 p.

64- Num pacato vilarejo - Hebe Coimbra – Ed. Nova Fronteira – 1993 - n. p.

65- Uma história de vídeo game - Cora Rónai – Ed. Record – 1993 - n. p.

66- Perigosa descoberta - Graziela Bozano Hetzel – Ed. FTD – 1993 - 62 p.

67- A outra enciclopédia canina - Ricardo Azevedo. Vale Livros, 1993 - 40 p.

68- A história de um Rio - Théa Fonseca – Ed. Salamandra - 1993.

69- Amir conta a história do Petróleo - Jucy Neiva - Expressão & Cultura – 1992 - n. p.

70- Livro dos meses - Luiz Miranda – FTD - 1992.

71- Amazonas Amazônia - Jucy Neiva – Expressão e Cultura – 1992 -

72- Mensagem para uma princesa - Regina Chamlian - Livros do Tatu – 1992 - 47 p.

73- A 8ª série C - Odette de Barros Mott – Ed. Atual - 1992 - 148 p.

74- Para onde vão os dias que passam? - Anna Claudia Ramos - Ao Livro Técnico – 1992 - 44 p.

75- Ulisses: origem e história da vida. Fernando Gewandsznajder. Ática, 1992. 48 p.

76- Zé Pretim, Seu Crispim, Luizim e o cachorro Porreta - Carlos Queirós Telles – FTD – 1992 - 21 p.

77- O Jardim dos Cavalos Marinhos - Mustafá Yazbek – Ed. Atual – 1986.

78- Era uma vez um jovem mago - Joel Franz Rosell – Ed. Moderna - 1991 - 40 p.

79- Um mundo diferente: Aventura e desventuras de um adolescente no colégio interno - Silvia Correia. Ed. Nova Fronteira – 1991 - 124 p.

80- Pivete - Julio Emílio Bráz. - Ed. do Brasil – 1991 - 47 p.

81- O problema do Godofredo - Graziela Bozano Hetzel – Ed. Nova Fronteira - 1991. n. p.

82- Os povos da floresta - Márcia Peltier – Ed. Nova Fronteira – 1991 - 40 p.

83- Brasil Selos 1991 – Maria Isabel Borja – Expressão e Cultura – 1991 – 48 p.

84- O mistério no colégio - José Ganymedes - Ao Livro Técnico – 1990 - 79 p.

85- Uma ideia sem tamanho: pra juntar com a minha idéia - Eliane Ganem - Ed. Agir - 1990 - 102 p.

86- Português através de textos - Magda Soares – Ed. Moderna - 1990.

87- Vó Melinha: cigana e rainha - Elias José – Ed. Scipione - 1990 - 80 p.

88- As Frangas - Caio Fernando Abreu – Ed. Globo - 1989 - 46 p.

89- O rapto do menino: Um conto de Natal - Maria Lucia Amaral – Vozes – 1989 - 31 p.

90- A princesa e a abóbora - Cora Rónai - Ed. Globo - 1988 - 31 p.

91- Pequeno pássaro com frio - Assis Brasil - Ed. do Brasil – 1988 - 40 p.

92- Quem pintou o arco-íris? - Fernando Lobo - Ed. José Olympio - 1988- 46 p.

93- Uma ilha lá longe - Cora Rónai - Ed. Record - primeira versão - 1987 - n. p.

94- Mariana - Maria Lucia Amaral - Rocco – 1987 - 32 p.

95- Será uma vez... - Maria Helena Kühner – Antares – 1987 - n. p.

96- As águas não dormem - Paulo Dantas – Ed. Atual – 1986 - 56 p.

97- Aventuras de um Pinguim - Irajá Marinho Gonçalves - Record - 1986 - 48 p.

98- A bola que virou bola - José Carlos Cabral de Almeida - Ed. Record - 1986 - n. p.

99- Contos ao redor da fogueira - Rogério Andrade Barbosa - Ed. Agir - 1986 - 54 p.

100- Cocori - Joaquim Gutierrez – Ed. Agir – 1986 - 133 p.

101- O homem que botou ovo - Maria Lucia Amaral - Ed. Rocco - 1986 - n. p.

102- A mão tatuada - Giselda Laporta Nicolellis Ed. Atual - 1986 - 76 p.

103- Maratona - José Américo de Moura - Ed. Atual - 1986 - 76 p.

104- Há milhões de anos atrás - Cora Rónai - Rio Gráfica - 1986 - 24 p.

105- O Pastor de nuvens - Marco Túlio Costa – Ed. Record – 1986 - 114 p.

106- Rio dos sonhos - Terezinha Alvarenga - Ed. Atual – 1986 - 76 p.

107- O convite - Gilberto Mendes Teles - Ed. José Olympio - 1985. (Ilustrado e não publicado).

108- São Francisco - Vinicius de Moraes – Ed. José Olympio - 1985. (Ilustrado e não publicado).

109- O sonho de cada um - Lucilia de Almeida Prado – Ed. Atual - 1985.

110- Os contos de Andersen - Hans Christian Andersen – Ed.Rio Gráfica - 1986. (Ilustrado e não publicado)

111- Os contos de Grimm - Irmãos Grimm – Ed. Rio Gráfica - 1986. (ilustrado e não publicado)

112- O Jacaré Cosmonauta - Walmir Ayala – FTD – 1984 - 24 p.

113- Viva Jacaré - Cora Rónai - Nova Fronteira – 1983 – 36 p.

114- A viagem proibida: aventuras de Gavião Vaqueiro - Assis Brasil - Ed. Melhoramentos – 1982 - 198 p.

115- O jabuti e a flauta - Franer - Ed. Melhoramentos - 1982 - 78 p.

116- O menino Juca - Guinara Lobato Pereira – Berlendis & Vertecchia - 1982 - n. p.

117- BZY - Stella Carr – Ed. Melhoramentos – 1981 - 32 p.

118- Guita no Jardim - Walmir Ayala - Ed. Melhoramentos - 1981 - 32 p.

119- A viagem da sereia - Vera Pacheco Jordão - Salamandra - 1981 - 32 p.

120- Um preço pela vida: aventuras de Gavião Vaqueiro - Assis Brasil – Ed. Melhoramentos – 1980 - 92 p.

121- O primeiro amor: aventuras de Gavião Vaqueiro - Assis Brasil – Ed. Melhoramentos – 1980 - 96 p.

122- O Geniozinho faz de conta - Stela Leonardos – Ed. José Olympio – 1979 - 48 p.

123- Nicolau, o ursinho Astronauta - Maria Alice do Nascimento e Silva Lenzinger – Ed. José Olympio - 1979 - 48 p.

124- Zé Ventania - Maria Lucia Amaral – Ed. José Olympio - 1979 - 32 p.

125- O Menino e o Trem - Fernando Lobo - Ed. José Olympio - 1978 - n. p.

126- Manu, a menina que sabia ouvir - Michael Ende – Salamandra - 1978

127- Carmem Rita - Rui de Oliveira - Instituto Superior Húngaro de Artes Industriais (atual Moholy-Nagy University of Art and Design – Budapeste - 1973


Arte para abertura de programa - TV-E atual TV-Brasil - 1978-1983


Fim – Rio de Janeiro - setembro/outubro de 2011.